Arquivo para maio, 2009

Uma semana por Washinton Olivetto

Posted in Xavecos on maio 30, 2009 by fabiaolima

A revelação.

Posted in Xavecos on maio 28, 2009 by fabiaolima

Quando eu era pequeno, ainda guri, lembro-me que meu finado pai dizia que sua mãe, que ele nem conheceu, pois morreu quando ele tinha apenas dois anos, serviu de modelo para os vitrais da catedral da Sé. Mas como era criança, aquela não era uma informação importante pra mim. Agora, algumas décadas depois, navegando pelo blog da Vi, a historia veio à tona. Linda. Veja, essa é Tereza, minha vó:

!cid_37D2F912CEFB423BA7C5FEA2C9CF4BE4@FernandoPCE aqui os vitrais da Sé:

DSCN3563-2Repare nas feições. São realmente bem parecidas. Bom, então eu cheguei à conclusão: Se minha vó é a virgem Maria, meu pai é o menino Jesus, eu sou… FILHO DE JESUS!!!!! Eu sou um Merovíngio!!!!

Una donna nel fiume.

Posted in Xavecos on maio 27, 2009 by fabiaolima

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Zé Rodrix. (in memorian)

Posted in Xavecos on maio 25, 2009 by fabiaolima

Sensacional o que escreve Zé Rodrix sobre sua própria morte. Leia:

Felipe:

Em resposta a seu completissimo questionario passo-lhe às mãos minhas especificações para passamento e eventual necrologio.

Há alguns anos, gostaria de ter a causa-mortis preferida de meu pai: assassinado aos 98 anos de idade com um tiro dado por um marido ciumento que o tivesse pego em pleno ato… mas hoje nao mais. Pode ser de fulminante ataque cardiaco, dentro da minha biblioteca, perto o suficiente da familia e dos amigos mas afastado o bastante para que, alertados pelos cachorros da casa, ja me encontrem morto, com um sorriso nos labios.

Pode sepultar-me em pleno mar, sob a forma de cinzas, ja que nao poderei ser sepultado in totum no jardim da minha casa. Se conseguirem isso, no entanto, que nao cobrem entradas para visitação, à moda do irmão da princesa: deixem que alem das pessoas os passarinhos e os animais da casa se refestelem no lugar, renovando diariamente o eterno ciclo da Natureza.

Ao enterro devem, atraves de convite formal, comparecer todos que foram aos meus lançåmentos de livro: nada mais parecido com um velorio do que isso.

Peço parcimonia nos efluvios emocionais: já as risadas devem ser francas e sem limite. Creio inclusive que prepararei com antecedencia uma fita de piadas gravadas para animar o velorio e manter o pessoal na boa.

Como dizia o Bozo, “sempre rir, sempre rir….”

La so deixarei a mim mesmo: mesmo os inimigos que comparecerem para ter certeza de que estou realmente morto podem voltar para casa em paz. Nao pretendo puxar a perna de ninguem à noite e nem assombra-los depois de morto.

Já os amigos podem contar comigo: havendo vida após a morte, volto para avisar, da maneira mais pratica e menos assustadora que me for possivel. A cremação deve ser feita depois que todos forem embora cuidar de seus proprios afazeres: enfrentar as chamas do forno terrestre ja será um gardne introito
para a vida eterna.

Se conseguir, tentarei ser crooner da grande Orquestra de Jazz doInferno, vulgarmente chamada de SATANAZZ ALL-STARS: como ja vou chegar la
tenente ou capitão, dada a minha imensa taxa de maldades realizadas sobre a Terra, creio que nao será dificil. Meu castigo certamente será cantar MPBdQ
por toda a eternidade, mas mesmo com isso ainda se pode encontrar algum prazer, assim na terra como no inferno….é o que veremos a seguir.

No enterro podem tocar de tudo, menos as musicas que eu tenha feito. Mnha morte servirá certamente para que se livrem nao apenas de mim mas tambem de
minhas obras. Os herdeiros tambem nao merecem ouvi-las, sabendo que nada herdarão de minha lavra, porque, sendo eu adepto da politica do VAI TRABALHAR,
VAGABUNDO, como meu pai fez comigo, ja tomei providencias para que essas musicas nao lhes rendam nem um tostão furado. Sendo um velorio moderno,
recomendo musicas de carnaval antigo, as indiscutiveis, claro, com algumas discretas serpentinas e confetes jogadas sobre o caixão, fechado,
naturalmente.

Morrer num Sabado à tarde, ser enterrado num Domingo antes do almoço, e estar completamente esquecido na manhã de Segunda, sem atrapalhar a vida
profissional de ninguem: eis a perfeição que desejo na minha morte.

Muito grato.
beijos
Z

Via blog do Nassif

O Caga-Sebo.

Posted in Xavecos on maio 25, 2009 by fabiaolima

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Ô viado!

Posted in Xavecos on maio 25, 2009 by fabiaolima
viado do rabo branco

viado do rabo branco

Chamar viado de viado, é sacanagem com o viado ou com o viado?

Imersão.

Posted in Xavecos on maio 25, 2009 by fabiaolima

Para nós, citadinos, afogados no turbilhão da informação constante, esquecendo quem somos, é de bom grado sair, viajar, mergulhar fundo pra mudar os ares. O Pantanal faz isso. Mas há a hora de voltar. Amanhã saímos bem cedo pra capital. Um pulo em Aquidauana e depois Campo Grande, pra na quarta voltar pra Sampacity.

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Tereré.

Posted in Xavecos on maio 22, 2009 by fabiaolima

O tereré nada mais é do que mais uma das influências dos gaúchos e os povos da bacia do Prata no Pantanal. É o famoso mate, só que tomado frio. É servido normalmente numa cúia, um chifre de vaca ou boi. Ponha o mate, a bomba, água fria e sorva. É tomado num pequeno ritual que tem suas regras: Uma pessoa serve e a cúia vai passando. Há que tomar toda a água que esta dentro e passar para quem esta “cevando” a cúia. Não diga obrigado quando devolveres a cúia, a não ser que já esteja satisfeito. Ela faz várias rodadas e isso ajuda realmente a matar a sede, uma vez que não é como um simples copo d’água que tomamos loucamente pra saciar a secura. Um clássico pantaneiro. Também é uma pausa pros cavalos, transporte oficial daqui, darem uma descansada. Repare que o tordilho em que monto tá quase pegando no sono.DSC01218_2

Upsidedown Caiman.

Posted in Xavecos on maio 21, 2009 by fabiaolima

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Do mato.

Posted in Xavecos on maio 20, 2009 by fabiaolima

Cá estou eu blogando diretamente do Pantanal Matogrossense. Quem diria que há alguns anos atrás isso seria possível?! A internet, aqui, deu de dez a zero no velho e bom telefone. Já houve várias tentativas de telefones: híbridos, celular rural, rádio e outros; mas a internet dominou. Bastou uma anteninha e pronto: Estamos na grande rede. Bom, depois de uma viagem de 6 horas e sessenta e sete, isso, sessenta e sete abrir e fechar de porteiras, chegamos, eu e Cris à Fazendinha. Como ela não conhecia essas paragens, fui tentando apresentá-las de um modo mais didático, ainda que, com parcos conhecimentos, eu não seja a pessoa certa para tal; mas tentei. Entrando pelas fazendas (o único modo de se chegar aqui) disse-lhe que começariamos a ver grandes “lagoas” que aqui são conhecidas como “baías”. Mas… cadê as baías? Nada. O Pantanal está seco, seco. Essa é uma época do ano em que a águas deveriam estar baixando. Mas o problema é que este ano, não teve água. Não, não tem nada à ver com o pentelho do aquecimento global, ok? Tem ano que é assim mesmo. Resultado: A gente dá uma cuspida e o que sai é uma mistura de saliva com um poeirão danado, ou seja, um bombom sonho de valsa. Ainda não tirei fotos pois tivemos que descansar um pouquinho da viagem. Aguardem notícias pantaneiras, ok?

SONHO DE VALSA